Qual é o melhor pote para levar marmita?

Levar marmita para o trabalho ou para a faculdade pode ser uma boa opção para quem planeja economizar e se alimentar melhor em 2026.

“Em casa, você sabe a qualidade do ingrediente que está utilizando. Também consegue ter um controle maior, por exemplo, da quantidade de óleo para fazer arroz ou feijão”, diz o nutricionista e chef Jorge Pinho, pesquisador do Labiotec (Laboratório de Biotecnologia de Alimentos) da UFF (Universidade Federal Fluminense).

Nos restaurantes self-service, a grande variedade de opções pode levar a escolhas impulsivas, destaca Diogo Thimoteo da Cunha, professor do curso de nutrição da Unicamp. “Quando a pessoa prepara suas próprias refeições, consegue planejar melhor as combinações e porções, equilibrando os grupos de alimentos e evitando exageros.”

Também é uma solução interessante para quem tem restrições alimentares ou questões de saúde que exigem maior controle da dieta, afirma Welliton Donizeti Pupolin, conselheiro do CRN-3 (Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região SP/MS).

Os especialistas ressaltam, porém, a importância de armazenar e transportar a marmita de maneira adequada, para evitar riscos à saúde. Veja as orientações a seguir.

Qual o pote é mais indicado?

O pote de vidro é o mais recomendado pelos nutricionistas, por apresentar menor risco de transferência de substâncias para o alimento. Além disso, é transparente, fácil de limpar, não mancha nem pega cheiro e pode ir ao micro-ondas.

O vidro ideal é o borossilicato, por ser mais durável e resistente a choques e variações de temperatura. Vale escolher um recipiente com tampa de fechamento hermético, para evitar vazamentos e conservar melhor os alimentos.

Os potes de aço inoxidável também são uma opção segura, higiênica e durável. A principal limitação é que não podem ser levados ao micro-ondas.

Se for necessário aquecer a comida, é possível usar banho-maria, mas nem sempre há essa possibilidade no local de trabalho, além de haver riscos de queimaduras. Outra possibilidade é tirar a comida do pote e levar ao micro-ondas em um prato.

Pode usar potes plásticos?

São recipientes mais leves e fáceis de transportar, mas estão entre os menos indicados pelos especialistas.

Pupolin, do CRN-3, afirma que, ao usar um pote plástico, é importante verificar se ele é próprio para alimentos e tem boa procedência. Por segurança, ele não recomenda o aquecimento do material em micro-ondas, pelo risco de migração de substâncias nocivas à saúde para a comida. Pelo mesmo motivo, orienta evitar o armazenamento de molhos ácidos e comidas gordurosas.

Já os outros dois nutricionistas afirmam que é possível levar recipientes plásticos ao micro-ondas desde que sejam aprovados para uso no equipamento. O plástico indicado é o polipropileno (PP), que é representado com o número 5 dentro do triângulo de setas (símbolo de reciclagem).

Mas, de todo modo, é importante verificar na embalagem se há a informação do fabricante de que o pote pode ir ao micro-ondas, ressalta Pinho, da UFF. A sinalização deve estar contida no rótulo ou no fundo do próprio produto (com o símbolo de ondas, por exemplo).

Também não se deve usar os talheres para comer diretamente no recipiente, já que pequenas fissuras podem acumular sujeira e favorecer o crescimento de micro-organismos.

Os especialistas reforçam que as vasilhas plásticas são menos duráveis e têm de ser descartadas se forem mais antigas ou não estiverem em boas condições —opacas, manchadas ou riscadas.

Pode reutilizar potes de sorvete?

Não. Potes de sorvete ou outras embalagens plásticas reutilizadas não devem servir para armazenar marmita, principalmente alimentos quentes ou levados ao micro-ondas.

“Esses recipientes foram feitos para uso único, em alimentos frios, e não foram projetados para aguentar calor, repetidos usos e lavagens, o que aumenta o risco de liberação de substâncias químicas do plástico para o alimento”, diz Cunha, que também é diretor da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição).

O pote precisa ser muito bem higienizado antes de receber a comida. Além disso, a marmita deve estar resfriada ou congelada. Não deve ser transportada morna ou quente, pelo maior risco de proliferação de micro-organismos, afirma Pupolin.

O ideal é que a comida fique o menor tempo possível fora de refrigeração, com limite máximo de duas horas, mesmo quando congelada, recomenda Cunha. Mas esse tempo pode ser menor em dias quentes ou dependendo da composição da refeição, já que alguns alimentos são mais sensíveis.

Há preparos que devem ser evitados na marmita sem controle de temperatura, como salada de maionese, salpicão, pratos com molhos muito cremosos, peixes crus (como sushi e sashimi) e frutos do mar, porque apresentam risco maior de estragarem.

Para manter a comida em temperatura segura por mais tempo, o ideal é usar uma bolsa ou lancheira térmica. É possível também incluir gelo reutilizável, sobretudo em dias quentes e trajetos longos. Ele deve ser colocado junto à marmita dentro da bolsa térmica e, depois do uso, precisa ser lavado e seco antes de voltar ao congelador, para evitar acúmulo de sujeira e contaminação.

noticia por : UOL

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *