Decisão judicial aponta "participação consciente" de executivos do BRB em fraude do Master

Ele afirmou que, a partir dessas transações, as carteiras de crédito do Master passaram a representar 30% dos ativos do BRB, e sugeriu que o banco público buscou, com isso, amparar o Master.

As ações descritas pela Polícia Federal apontam para “predisposição comum de meios para a prática de uma série indeterminada de delitos” por executivos do Master, posteriormente acompanhados pela liderança do BRB, disse o juiz no documento.

“Esta anuência da referida instituição pública foi a de maior gravidade até o momento e com possíveis prejuízos acima de 10 bilhões de reais,” acrescentou.

O BRB anunciou, em março deste ano, planos de adquirir o Master, operação posteriormente barrada pelo BC. Paralelamente, executivos orquestraram transferências de R$12,2 bilhões do BRB entre janeiro e maio para manter o Master de pé, disse Leite.

Esse montante — cujo bloqueio foi determinado pelo juiz sobre bens privados de diversos executivos e CNPJs envolvidos no caso, incluindo BRB e Master — correspondia ao rombo que o Master tinha a descoberto após ter emitido cerca de R$50 bilhões em títulos de dívida, possuindo, em contrapartida, uma carteira de ativos lastreada majoritariamente em ativos de baixa liquidez.

Para cobrir o buraco, o Master teria então adquirido carteiras de crédito da Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações S.A. sem realizar quaisquer pagamentos, segundo investigadores, que apontaram a empresa como uma fachada para créditos consignados inexistentes, mas que teriam sido originados pela instituição financeira Cartos.

noticia por : UOL

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