Síria faz operações preventivas contra células do Estado Islâmico, diz porta-voz


A Síria realizou operações preventivas em todo o país contra células do Estado Islâmico, informou neste sábado (8) um porta-voz do Ministério do Interior do país.
Forças de segurança sírias fizeram 61 batidas, prenderam 71 pessoas e apreenderam explosivos e armas, disse o porta-voz à emissora estatal Al Ekhbariya TV.
As operações ocorrem antes da viagem do presidente sírio Ahmed al-Sharaa a Washington, nos Estados Unidos, onde ele se reunirá com o presidente Donald Trump e participará de uma coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico.
➡️ O Estado Islâmico é um grupo terrorista radical armado, criado a partir de um braço da Al-Qaeda (rede que foi responsável, por exemplo, pelos ataques do 11 de setembro de 2021 nos EUA). Em seu auge, o EI chegou a governar quase 8 milhões de pessoas na Síria e no Iraque.
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Os EUA e o Reino Unido suspenderam as sanções contra Sharaa nesta sexta-feira (7). Ele e o ministro do Interior, Anas Khattab, haviam sido classificados por Washington como “terroristas”, ligados ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda.
“As medidas reconhecem o progresso demonstrado pela liderança síria após a saída do ex-presidente Bashar al-Assad”, afirmou o Departamento de Estado americano, citando avanços no combate ao narcotráfico, na eliminação de armas químicas e na promoção da segurança regional.
Trump tem buscado manter boas relações com Sharaa. Em junho, ele revogou a maior parte das sanções dos EUA contra a Síria e já havia se encontrado com o líder durante uma visita à Arábia Saudita em maio do ano passado.
Em contrapartida, os EUA estão se preparando para estabelecer presença militar em uma base aérea em Damasco, capital da Síria, revelou a agência de notícias Reuters.
A presença americana na capital síria, localizada no sudoeste do país, tem como objetivo ajudar a viabilizar um pacto de segurança entre Síria e Israel que o governo Trump está intermediando entre os dois países, segundo fontes ouvidas pela agência. Os EUA já têm tropas no nordeste da Síria há anos por conta do combate ao Estado Islâmico.
Desde que tomou o poder do regime de Bashar al-Assad, em dezembro passado, Sharaa fez várias viagens internacionais enquanto seu governo de transição tenta restabelecer laços com potências mundiais que haviam isolado Damasco durante o regime anterior.
Os planos do governo Trump para a presença na capital síria seriam um sinal do realinhamento estratégico da Síria com os EUA após a queda de Assad, aliado do Irã e da Rússia.
Ahmed al-Sharaa tornou-se presidente da Síria em janeiro, depois que forças insurgentes lideradas pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) derrubaram Assad em uma ofensiva relâmpago.
Ex-líder do HTS e com ligações anteriores à Al-Qaeda, Sharaa foi sancionado pelos Estados Unidos em 2013 e pela ONU e o Reino Unido em 2014, o que incluiu proibição de viagens, congelamento de bens e embargo de armas.
De ex-líder ligado à Al-Qaeda e Estado Islâmico a encontro com Trump: quem é Ahmed al-Sharaa
*Notícia em atualização.
O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, durante uma reunião na Rússia em 15 de outubro
Sputnik/Sergey Bobylyov/Pool via Reuters
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Fonte: G1

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