Ex-ministro da Comunicação de Lula é anunciado como coordenador do governo na CPI do INSS, após derrota

O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues anunciou que o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), será coordenador da base governista na CPI do INSS.

A decisão foi anunciada por ele após a oposição conseguir emplacar um candidato próprio e derrotar o governo, nomeando o senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência e o deputado federal bolsonarista Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) para a relatoria.

“Nós escolhemos hoje, em uma reunião que tivemos após a CPMI o deputado Paulo Pimenta como coordenador-geral da bancada do governo, Câmara e Senado, na CPMI”, disse Randolfe. “O deputado Paulo Pimenta vai ficar com essa tarefa, com o nosso acompanhamento, com o nosso assessoramento, de consultar cada um dos membros da CPMI sobre sua disposição de vontade de atuar, como atuar e em que instâncias atuar.”

O senador também afirmou que está à disposição dos encaminhamentos que a coordenação política do governo e que o presidente Lula (PT) quiser.

Pimenta, que foi demitido por Lula e substituído por Sidônio Palmeira no início deste ano se encontrou com o presidente nesta quarta, após o anúncio de Randolfe. De acordo com ele, a reunião já estava marcada, embora não constasse na agenda oficial do presidente.

O ex-ministro reforçou que Randolfe segue na liderança do governo e minimizou, ao ser questionado sobre se os resultados de hoje na CPI representaram uma derrota.

“O governo vai aprovar requerimentos. Nós somos os maiores interessados em apurar todos os processos, entender onde que foi facilitado o credenciamento de instituições fantasmas, onde que mudaram regras e procedimentos que permitiram o credenciamento de instituições que nunca poderiam ter sido credenciadas, quais foram as regras e quem mudou para facilitar essa quantidade enormes de pessoas que foram incluídas nos cadastros e tentar entender também quem foram os autores intelectuais dessa fraude”, afirmou.

“É impossível acreditar que esse volume de dinheiro tenha ficado somente naqueles funcionários que até agora foram identificados. Jabuti não sobe em árvore, essas pessoas foram colocadas ali por alguém. Tem que saber quem dessas pessoas têm motivações políticas e saber onde foi parar o dinheiro”, disse ainda.


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noticia por : UOL

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