O governo brasileiro cogita antecipar os termos da renegociação do acordo de Itaipu e implementar a redução tarifária já em 2026 diante da resistência do Paraguai a fechar o acordo que estava previamente acertado. As conversas vinham se estendendo desde maio, mas, agora, os representantes paraguaios querem, novamente, rever os cálculos da tarifa, impactada pela redução do custo operacional da usina.
Pelos cálculos, a energia pactuada seria de US$ 19,71 por kW (quilowatt) até 2026. No entanto, o governo brasileiro estima que, pelos custos da usina, seria de US$ 10 por kW, valor que seria adotado a partir de janeiro de 2027. No entanto, sem acordo, o governo cogita antecipar e implementar esse valor já no ano que vem.
Essa revisão estava prevista desde o início da parceria e estabeleceu que, após 50 anos, a energia seria vendida por preço de mercado —sem carregar os custos de construção da hidrelétrica. As partes também ficariam livres para vender o excedente da energia para quem quisesse. Hoje, cada um só pode vender para o outro.
Assessores do Planalto afirmam que o presidente Lula já cobrou o presidente paraguaio, Santiago Peña, e, mais recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a necessidade de assinarem o acordo.
Com Stéfanie Rigamonti
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noticia por : UOL
