Mas Trump decidiu dar um prazo para que cada governo se apresentasse para negociar. Em troca de um acesso maior, para os bens exportados por empresas americanas, aos mercados de cada país, a taxa imposta pela Casa Branca a cada parceiro comercial poderia também cair.
Uma das queixas dos EUA diz respeito à taxa de 18% imposta pelo Brasil sobre o etanol vendido pelos americanos. O governo Lula chegou a sinalizar que estava disposto a considerar reduzir essa tarifa, com a condição de que houvesse uma abertura do mercado dos EUA para o açúcar brasileiro.
Outro argumento do Palácio do Planalto na negociação das tarifas é de que são os americanos — e não os brasileiros — que dispõem de superávit. Uma reciprocidade, portanto, teria de abarcar também os interesses dos exportadores do Brasil.
Ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) chegaram a tratar do tema com interlocutores do governo Trump. Mas, pelo menos por enquanto, sem avanços.
O prazo estabelecido para essa negociação é o dia 9 de julho. Faltando apenas uma semana para a data, entretanto, dúvidas aumentam em Washington sobre a capacidade de o governo Trump de fechar entendimentos com dezenas de países.
Um dos poucos acordos fechados, mesmo que provisoriamente, foi com o Reino Unido. Nesse caso, setores críticos para o Brasil — como etanol e aeronaves — foram atendidos no pacto.
noticia por : UOL
