O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em um vídeo publicado nas redes sociais que o objetivo dos recentes ataques ao Irã é “frustrar a ameaça nuclear e de mísseis balísticos do regime islâmico contra nós”. Ele frisou ainda que a luta de Israel não é contra o povo iraniano, mas contra o regime do país.
Analistas em segurança internacional afirmam que os Estados Unidos desenvolveram uma bomba, com mais de 13 toneladas, conhecida como Munição Penetrante em Massa (MOP, em sua sigla em inglês). Ela também é conhecida como “arma antibunker” e seria a única arma capaz de perfurar o solo e destruir instalações subterrâneas, como no caso da usina nuclear iraniana.
Ao Canal UOL, o professor falou ainda sobre a personalidade de Trump e como ele pode reagir no conflito entre Irã e Israel.
Com relação à personalidade do Trump, eu costumo dizer que para você avaliar o Trump é multifatorial, ele é multifacetado. Não basta apenas dizer que o Trump tem um perfil negocial e que ele age com foco. Ele, hoje, se confunde com os Estados Unidos em termos de política externa.
No começo desse conflito, o Trump falou, ‘não, essa guerra não é nossa, essa guerra é de Israel e Irã e eles que resolvam’. Bom, ali dava para entender que o perfil de Trump não gosta de estar associado a mortes, principalmente de civis. Agora, o que me parece, e é isso que é o ponto, o Trump é de fato multifacetado.
Quando a gente olha as análises dele, você verifica que vai depender muito com quem ele está lidando e aparece determinada face da sua política externa. No caso aqui, é o Irã. Alexandre Coelho, professor de relações internacionais
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