Ele também respondeu acusações de ser “morde e assopra”. “Se a ideia for ruim para o Brasil, eu vou morder, mas se a ideia for boa, eu vou assoprar para que ela possa se espalhar para todo o país”, disse.
Antes, Motta chegou a cobrar “autocrítica” dos três Poderes para pacificar o país. Ao participar de evento de líderes empresariais em maio, o presidente da Câmara afirmou que a Casa estava fazendo sua parte para trazer o Brasil a um clima de normalidade, mas pontuou que nenhum Poder sozinho conseguiria isto.
“Não é só um Poder que vai conseguir harmonizar o país”, declarou Motta na ocasião. “É dialogando o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Judiciário, cada um em suas responsabilidades. Penso que cada poder tem que fazer sua autocrítica para colaborar com essa harmonia”, destacou ele, em discurso durante evento do Lide em Nova York.
Em postagem em abril, Motta afirmou que é “dever” de quem comanda a Câmara agir com “serenidade”. “Nesse momento de polarização, de enfrentamento, de incertezas, eu penso que cabe a quem tem o dever de conduzir a Câmara dos Deputados, o Congresso Nacional, a serenidade, equilíbrio para que encontramos nas nossas divergências aquilo que nos une”, disse.
Em 7 de abril, Motta fez discurso conciliador durante um evento na ACSP (Associação Comercial de São Paulo). “Diante de um Brasil que tem tantos desafios pela frente, esse cenário internacional, os nossos problemas internos, nos dar ao luxo de achar que, aumentando uma crise institucional, nós vamos resolver esses problemas”, disse.
Durante dois outros eventos no mesmo mês, Motta defendeu a necessidade de “manter essa política de diálogo com o governo para fortalecer o país”. Em 23 de abril, ele voltou a pregar diálogo em um post redes sociais. “Só assim o Brasil poderá atravessar as crises sem grandes perdas e construir um futuro mais eficiente”, escreveu.
noticia por : UOL
